O quarto de hospital estava silencioso, iluminado apenas pela luz fraca da lua filtrando-se pelas persianas. Valentina estava sentada ao lado da cama, segurando a mão fria de Gabriel, como fazia todas as noites nos últimos seis meses. Mas, dessa vez, algo estava diferente.
O ritmo da respiração dele mudara. O peito subia e descia de forma irregular. As pálpebras tremularam, e então, com um suspiro profundo, Gabriel abriu os olhos.
O coração de Valentina parou por um instante.
— Gabriel…? —