Havia algo diferente na forma como Rafael tocava Elisa. Não era apenas desejo — embora ele existisse, intenso e pulsante — mas um respeito quase sagrado pelo corpo e pela alma dela. Toda vez que ele a beijava, parecia que dizia, sem palavras: “Eu te vejo. Por inteiro.”
Naquela noite, o quarto deles estava banhado pela luz suave do abajur. Elisa usava uma camisola de seda azul-marinho, simples, mas que realçava o brilho que já vinha de dentro. Rafael, ao vê-la, não conteve o sorriso.
— Você é li