Dona Helena acordou antes do sol.
Não porque o sono tivesse terminado, mas porque a memória havia voltado.
Ela ficou sentada na beirada da cama por alguns minutos, olhando para o quarto ainda escuro. A casa permanecia silenciosa, e o ar da madrugada trazia aquela sensação estranha de quando algo antigo decide finalmente se mover.
Havenna tinha contado.
Depois de onze anos.
Dona Helena levantou devagar e caminhou até a cozinha. Preparou café quase no automático, repetindo gestos que já conhecia