Nova Ventúria acordou antes dela. O barulho dos carros subindo a avenida, o murmúrio das pessoas descendo para o metrô, o pulsar frenético da cidade, tudo parecia avançar com uma velocidade que Havenna não possuía mais. Ela caminhou até a Casamar como quem atravessa uma ponte estreita sobre um abismo, sentindo cada passo pesar.
A porta do elevador se fechou e o reflexo no metal devolveu uma versão dela que parecia existir por esforço, presente apenas por obrigação da vida.
— Respira — sussurrou