Era início de setembro, fim do inverno, quando as coisas começaram a desabar devagar. O dia começou com uma luz estranha. Não era o dourado habitual de Puerto Nuvem, nem o cinza que costumava anunciar vento forte. Era um meio-termo indeciso, um céu que parecia hesitar, assim como ela.
Havenna chegou cedo à obra, prancheta em mãos, tentando se esconder dentro das tarefas. Tentar ignorar o que havia entre ela e Adrian, era como tentar segurar água com as mãos, impossível, inútil, desesperador.
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