Quando Havenna chegou à capital, o ar era frio, úmido, carregado de presságios. Ela queria silêncio, distância, tempo. Queria reconstruir o próprio eixo e esquecer o que não tinha mais como esquecer.
Mas, ao dobrar a esquina, quando voltava do escritório e ver Adrian encostado no carro, braços cruzados, postura tensa, olhar devastado e decidido, o coração dela parou por um segundo inteiro.
Ele não deveria estar ali, mas ainda assim estava.
— Adrian? — ela sussurrou, incapaz de esconder o susto.