O soco veio rápido e acertou o rosto de Eli com força suficiente para fazê-lo dar um passo para trás. Os homens dele reagiram na hora, avançando para protegê-lo, mas Eliezer levantou a mão, mandando todos pararem. Eles congelaram.
Ele endireitou o corpo, respirou fundo e voltou a encarar o pai, sem desviar.
— É só isso — disse, a voz firme. — Se a tua intenção era me intimidar, falhaste.
Alex não respondeu de imediato. Apenas o observou, como se estivesse avaliando cada músculo do rosto do filho.
— Tú vais se arrepender — disse Alex, aproximando-se mais.
— Não, não vou — respondeu Eliezer, sem mover um centímetro.
A tensão entre os dois era tão pesada que ninguém ousava respirar. Mas o Alex deu as costas e deixou o local em passos rapidos, e atrás dele o seu braço direito.
Eli olhou para a multidão. Todos o encaravam com orgulho — um orgulho que ele não esperava. Todos ali sabiam o quanto o pai dele era insuportável, cruel e impossível de agradar.
Um dos rapazes, com cerca de 2