O perímetro da mansão parecia uma zona de guerra. Luzes azuis e vermelhas giravam contra os muros altos, refletindo nas árvores. O som das sirenes e do megafone do negociador da polícia ("Sr. Vilela, atenda o telefone!") criava uma cacofonia ensurdecedora. Isso era bom. O barulho cobria nossos passos.
Deixamos o carro roubado a três quarteirões e viemos pela mata fechada que cercava a propriedade pelos fundos. A estufa antiga estava como eu me lembrava: um esqueleto de vidro e ferro coberto por