(POV DE JÚLIA MONTSERRAT)
Eu ainda estava entorpecida.
O meu corpo inteiro formigava, os nervos ainda em curto-circuito pelos amassos pesados e pelo toque de Dante.
Antes de cruzar a porta com a arma em mãos, ele parou. Os olhos verdes queimavam. Dante se inclinou e prensou a boca na minha em um selinho rápido, desesperado e possessivo.
— Tranque a porta — ele rosnou, sumindo no corredor em seguida.
Assim que a porta fechou, girei a trava de metal blindada.
Fiquei ali, escorada contra a madeir