POV GABRIEL BLACKWOLFBaixei meu rosto, buscando a boca dela novamente, ignorando seus protestos abafados. Por um segundo, ela parou de lutar. O corpo dela relaxou sob o meu, e seus lábios se entreabriram.Eu achei que tinha vencido. Achei que ela tinha cedido ao fogo que nos consumia.Então, a dor explodiu.Ela cravou os dentes no meu lábio inferior com uma força selvagem. O gosto metálico inundou minha boca instantaneamente.Recuei bruscamente, arfando, o choque misturado à adrenalina. Júlia aproveitou a brecha e se levantou no sofá, ficando de joelhos sobre o estofado, mas ainda encurralada pelo meu corpo.Levei a mão aos lábios. Quando olhei para os meus dedos, havia sangue. Olhei para ela. Havia sangue na boca dela também — o meu sangue —, manchando os lábios inchados de vermelho vivo. Ela arfava, o peito subindo e descendo violentamente.A visão era o caos perfeito. Os cabelos dela estavam selvagens, emaranhados ao redor do rosto pálido. O vestido tinha escorregado de um dos omb
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