POV DE JÚLIA MONTSERRAT
Estou entrando no covil dos leões, e posso sentir o hálito quente dos predadores batendo direto na minha nuca.
O ar da Mansão Leone era denso e sufocante. O cheiro de charutos caros e champanhe francês não mascarava o fedor de perigo iminente.
Minhas mãos suavam frio. O vestido vermelho de seda o que Dante pediu que eu usasse, parecia queimar contra a minha pele.
Eu já havia estado nessa casa antes. Mas nunca assim. Nunca em uma reunião onde as máscaras caíam.
Aquilo er