POV GABRIEL BLACKWOLF
O céu sangrava enquanto eu, sentado no banco de madeira na varanda, sangrava junto.
O horizonte da Costa da Lua estava tingido de um laranja doentio, um rastro de fogo que parecia zombar do estado do meu corpo. A mansão Blackwolf pulsava atrás de mim, uma carcaça de luxo cheia de estática e sussurros pesados. Eu sentia cada centímetro da minha pele latejar sob o mormaço da tarde.
Júlia estava ali, entre as minhas pernas.
Ela era a única coisa real naquele cenário de ruína