Amassei o papel creme com força. Fechei a caixa, trancando o cheiro de podridão e ferrugem lá dentro. Corri até o fundo do closet, empurrando a maldita caixa para debaixo de uma pilha de cobertores grossos que eu nunca usaria na vida.
Fui direto para o banheiro. Abri a torneira no máximo. A água gelada bateu contra a minha pele, e eu esfreguei minhas mãos trêmulas até as pontas dos meus dedos ficarem vermelhas e doloridas. A espuma do sabonete escorreu ralo abaixo com um tom rosado, o sangue d