— Então... você e a garota...
disse, a voz carregada de sarcasmo.
Levantei os olhos, desconfiado.
— Eu vi vocês saindo da sala de estar... Quanta hipocrisia sua.
Cerrei os olhos, sentindo o sangue ferver.
— Você não quer mesmo falar disso, de hipocrisia, pode apostar.
rosnei, a voz carregada de rancor.
Mas ele insistiu, como o imbecil que sempre foi.
— Tá fazendo a mesma coisa, Vicent.
Mais ríspido agora, a voz mais baixa, cortante:
Olhei pra ele sério.
Não eu não ia remoer o passado, não ia viver aquela merda de novo!
— Você não quer falar disso. Eu tô avisando.
Disse em um tom ameaçador, deixado claro que não falaria daquela desgraça.
Ele me olhou, negando com a cabeça, um sorriso irônico nos lábios.
— Você sempre foi o certinho. Quem diria, hein?
Me levantei, o encarando de frente, sem desviar.
— Eu não te devo satisfação, porra. Fica na tua.
rebati, a mandíbula tensa, os punhos fechados.
Vicenzo fechou a expressão, e a tensão se estendeu como uma corda pres