O salão ainda tremia com o impacto da gravação, a voz de Benjamin exigindo que eu abortasse o bebê ecoando como um trovão em meio ao silêncio atônito dos convidados. O telão estava preto, mas as palavras pairavam no ar, impossíveis de ignorar. Cada sílaba parecia se fixar nos cristais dos lustres, nas toalhas brancas, até nos copos de champanhe, transformando cada objeto em testemunha silenciosa do horror.
Meu pai, ao meu lado, segurava minha mão com força, os nós dos dedos brancos de tensão, o