O carro de Min-ho acelerava pelas ruas escuras, o ronco do motor abafando parcialmente o som do meu choro enquanto eu me encolhia no banco do passageiro. A humilhação no jantar de noivado, as mentiras de Benjamin e Amelia, os seguranças me arrastando para fora, os olhares dos convidados, tudo queimava como uma ferida aberta, latejando em cada lembrança. O gosto amargo da injustiça pesava na minha língua, como se tivesse engolido veneno.
Min-ho, ao volante, mantinha o rosto sério, os olhos fixos