O vento da noite me envolveu assim que pisei na calçada. O carro de Benjamin estava parado à frente, os faróis baixos acesos, brilhando contra o asfalto úmido. O veículo era luxuoso, imponente, como tudo que ele gostava de exibir.
A porta do passageiro se abriu automaticamente, e lá estava ele, reclinado no banco de couro, a postura impecável e o mesmo olhar de posse que eu conhecia tão bem.
— Você se atrasou. — foi a primeira coisa que disse, sem sequer um sorriso.
O tom era acusatório, ainda