O som agudo da campainha cortou o silêncio da minha sala mais uma vez, arrancando-me do torpor em que me afundava.
Estava largada no sofá, o celular na mão, rolando sem rumo por notificações que não importavam, tentando, em vão, apagar Benjamin da minha mente. Ele estava em tudo, no peso do ar, no eco dos meus pensamentos, do vazio que ele deixou ao dar de presente a ela o que era meu.
Levantei-me com um suspiro exausto, os músculos rígidos de tensão, e arrastei os pés até a porta, o assoalho f