O silêncio nos corredores que levavam à ala real era diferente daquele do restante da Cidadela. Não era o vazio de um palácio adormecido, mas a quietude sufocante que antecede um veredito. Tristan mantinha a mão firmemente plantada no meu antebraço, um aperto que não visava me machucar, mas que deixava claro que qualquer tentativa de fuga seria inútil. Entre os meus dedos ocultos pelas dobras do avental, o frasco de arsênico e o anel de safira pareciam pesar toneladas.
Passamos por duas frentes