Maria Vitória entrou no prédio, e eu ainda observava cada passo seu.
— Transaram, não foi, seu filho da puta? — rosnou Heitor assim que ela desapareceu atrás da porta.
Ela ainda olhou para trás quando assenti, em silêncio.
— Podemos conversar em outro lugar? Não quero... — murmurou ele. Mas eu sabia. Ele queria o mesmo que eu: evitar que sua filha tivesse que escolher entre nós — ou se sentir culpada pelo desfecho.
Heitor foi até o carro, e eu o segui na penumbra da madrugada. Quando ele parou