Era manhã de sábado. O sol já subia alto no céu, invadindo o quarto com uma luz dourada. O telefone tocava sem parar em algum canto. Alexandre saía do banheiro, secando o cabelo com a toalha, e eu o observava com uma atenção quase devocional — o peito largo, a cintura firme, a nudez sem pressa. Cada detalhe dele parecia moldado entre o descuido e a intenção.
— Não vai atender? — perguntou, sem me olhar.
— É o seu. — respondi, ainda o acompanhando com os olhos.
Como ele seria no futuro? As pesso