Capítulo 46
Marcelo
Rubens estava morto.
A notícia chegou até mim em um envelope selado, deixado em cima da mesa do café como se fosse apenas mais um relatório da manhã. Mas não era. Abri o papel com um estalo seco, os olhos correndo pela caligrafia irregular de Matteo. Algumas palavras riscadas, outras sublinhadas com raiva. O homem estava instável. Nervoso. Isso, por si só, já dizia tudo.
“Rubens sumiu. Encontramos o carro abandonado. Nenhuma comunicação desde ontem. Eles sabiam. Alguém entre