NARRAÇÃO DE SARA...
Congelada no meio do quarto, permaneci imóvel, abraçando o livro contra o peito como uma criança pega em flagrante. Os olhos dele desceram lentamente para minhas mãos, depois subiram, cravando-se em meu rosto. O silêncio que se instalou era tão denso que quase podia ouvir o som do meu próprio coração, batendo descompassado, denunciando meu nervosismo.
Ele avançou um passo. Lento. Calculado. Como um predador que não tem pressa, porque sabe que a presa já está acuada.
— Eu...