NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON
Eu não queria sentir isso.
Passei meses me blindando. Prometi a mim mesmo que não abriria a porta outra vez. Já vi o que acontece quando a deixo entreaberta… o que acontece quando me apego. Mas Sara complicava as coisas, e muito! Após o desabafo, ela me surpreendeu com um selinho em minha boca, quase enlouqueci... Até mesmo abri a boca querendo recebê-la, desejando conhecer o seu beijo, pois o fervor dos seus lábios era um convite atrativo, natural e intenso.
Entretanto, ela recuou. Como se a ficha tivesse caído. Foi um erro... Minha reação foi única: fugi dela, fugi como um garoto que recebeu um beijo pela primeira vez. Subi as escadas, olhei ela sentada no sofá, tão tensa quanto eu.
Me tranquei em meu quarto, fechei os olhos ao encostar as costas na porta. Apertei meus lábios querendo tirar aquela lembrança ousada. "Sara, você está brincando com perigo..."
Me julguei, me culpei, eu não deveria me aproximar tanto. O clima ficou pesado na mansão, eu tinha medo