Selene Castiel
O som do vento, da água, do próprio silêncio, era quase terapêutico.Se eu fingisse bem o bastante... talvez acreditasse que estava sozinha. Mas eu não estava. Não com aquele olhar queimando nas minhas costas.
Dei outro gole no vinho. Cruel. Amargo. Seco. Apoiando a taça no braço da espreguiçadeira, mordi a maçã de novo. Devagar. Com aquele prazer sádico de quem mastiga o próprio orgulho.
Sim, Caius. Eu sei que você está aí. E eu não vou te olhar. Não vou te dar esse prazer. Cruze