Selene Castiel
A luz da manhã toca meu rosto como se não soubesse que eu dormi com um peso que não era só de gesso e tala. Era o peso do braço dele. Do cheiro dele. Da respiração quente colada na minha nuca. E do conforto indecente que meu corpo sentiu com tudo isso.
Acordei antes dele, claro. Sempre acordo antes. Mas dessa vez, não me mexi. Fiquei ali, de olhos entreabertos, fingindo sono enquanto o som tranquilo da respiração de Caius preenchia o espaço entre nós. Era estranho. E perigoso. Po