O colchão está direto no chão, encostado na parede onde a tinta é um pouco mais clara por causa de um quadro que já não existe ali, e eu estou deitada de lado, o celular apoiado no peito, observando a luz do fim da tarde atravessar a janela como se estivesse tentando decidir se fica ou vai embora.
Eu já sei o que vou fazer.
Isso é o mais estranho.
Não é dúvida que me mantém ali parada, é o cuidado com o gesto, como se aceitar aquele emprego exigisse um ritual próprio, um último momento de silên