Se perdendo...
Sussurros suaves deslizaram entre as folhas, tintilando como pequenas notas de uma musica etérea. As folhas balançaram como mãos maternas.
O musgo brilhou, emitindo uma luz fraca e suave.
Até os galhos tortos de um salgueiro antigo inclinaram-se em minha direção, como se quisessem me proteger do mundo.
Era como se o bosque inteiro me amasse, como se reconhecesse minha dor. Ou como se tivesse esperado por mim tanto quanto eu esperei por ele. Fechei os olhos.
O rosto enterrado nos joelhos, tentando domar a tempestade dentro de mim. Mas a imagem dele me atravessou.
Zayden.
A forma como seus braços me agarrou, a forma como ele me puxou para sua dimensão espectral, como se tivesse direito sobre mim, sobre o meu corpo. A forma como seu olhar atravessava minha alma, quente, feroz, destrutivo. Nem mesmo agora, vislumbrando algo tão único, eu conseguia parar de pensar nele.
Ele é a minha perdição, minha ruina, a tortura dos meus dias, e eu estou presa a ela por esse elo que me perturba constan