Sua voz reverberou pela floresta, ferindo minhas defesas, atravessando minhas muralhas com brutal honestidade. Mas, mesmo enquanto gritava, seus olhos ardiam em lágrimas, de raiva, e outras coisas que não sei dizer.
Em um impulso que beirava a insanidade, avancei.
Eu deveria ter parado, poderia ter parado, mas não parei.
Atravessei a névoa, as árvores, a distância entre nós em um único movimento sombrio, como um fragmento da noite deslocando-se no espaço.
Minhas mãos agarraram sua cintura minúscula, afundando em sua pouca carne. Uma careta de dor estampou seu rosto fantasmagórico. Eu a tinha finalmente em meus braços, seu corpo quente, tremulo me atraia como se me consumisse de dentro para fora.
— Olhe para mim! — ordenei furioso.
Ela tentou resistir, desviando os olhos em puro desafio. Segurei seu queixo, o apertando com força. Ela tentou se soltar, mas não me movia um centímetro. Suas lágrimas molharam as minhas mãos, e minha ânsia por elas me consumiram. Me inclinei, as saboreando