A sensação foi como um tapa. Ou como se alguém tivesse enfiado a mão dentro do meu peito e apertado meu coração com força suficiente para parti-lo.
— Zay… eu… eu estou dizendo a verdade. Eu...
— Não — ele me cortou. — Talvez eu acreditasse, antes de você enfiar a língua na boca daquele cachorro imundo.
Meu corpo inteiro congelou.
Aquela dor antiga, afiada, cruel, ressurgiu de novo, e eu a senti no fundo da alma. Não era só dor, era humilhação, vergonha, raiva, e o peso de tudo que eu vinha tent