A sensação foi como um tapa. Ou como se alguém tivesse enfiado a mão dentro do meu peito e apertado meu coração com força suficiente para parti-lo.
— Zay… eu… eu estou dizendo a verdade. Eu...
— Não — ele me cortou. — Talvez eu acreditasse, antes de você enfiar a língua na boca daquele cachorro imundo.
Meu corpo inteiro congelou.
Aquela dor antiga, afiada, cruel, ressurgiu de novo, e eu a senti no fundo da alma. Não era só dor, era humilhação, vergonha, raiva, e o peso de tudo que eu vinha tentando sobreviver desde que cheguei a Uperside.
— Eu… eu estava confusa com o que aconteceu... — sussurrei. — Kael estava magoado… e eu… eu…
— E agora está preocupada com ele de novo? — a voz dele cortou o ar, baixa e letal.
Desde que fui confinada aos aposentos desse vampiro arrogante, eu tentei descobrir como Kael estava. E todas as vezes, Zayden ficou furioso e desapareceu, transmutando para sua forma espectral, em questão de segundos, me deixando sozinha até o dia seguinte.
Agora ele parecia a