O coração de Samuel batia tão forte que parecia ecoar pelas paredes velhas da casa. As sombras dançavam ao seu redor enquanto ele, imóvel, tentava silenciar a própria respiração. Quem mais estaria ali? E como soubera daquele lugar?
Os passos voltaram, agora mais lentos, quase hesitantes. O rangido da madeira denunciava o peso de quem caminhava, fazendo Samuel imaginar todos os rostos que poderiam aparecer: algum antigo funcionário do orfanato, um parente perdido, alguém enviado para protegê-l