Naquela manhã, o sol filtrava-se pelas janelas altas do quarto coletivo, lançando padrões dourados sobre o chão de pedra fria. Céline despertou com o murmúrio suave das outras mulheres, que já se preparavam para mais um dia rotineiro no harém. O som da água sendo aquecida para os banhos, o leve arrastar de sandálias sobre o mármore e as vozes contidas criavam uma sinfonia de início de dia, quase reconfortante — mas não para ela.
Ela se levantou lentamente, sentindo o peso da realidade sobre seu