Helena decidiu tirar o dia para descansar. Não foi à empresa, ignorou e-mails e marcou de tomar café com Júlia durante a tarde.
O café era pequeno, discreto demais para chamar a atenção de alguém como ela — o que, naquele dia, parecia exatamente o motivo de estarem ali.
Rodrigo pediu o café sem açúcar. Helena revirou os olhos, mas sorriu.
— Isso devia ser crime — murmurou.
— Disciplina — ele respondeu, automático.
Ela ia retrucar quando a porta se abriu com mais energia do que o necessário.
— Ah, ótimo. — Júlia apareceu já falando. — Vocês escolheram o único café da cidade onde eu consigo tropeçar na mesa antes mesmo de sentar.
Helena riu.
— Boa tarde pra você também.
Júlia puxou a cadeira sem pedir licença e se jogou nela, largando a bolsa no chão.
— Então — disse, apoiando o cotovelo na mesa —, vamos ao que importa. Gustavo e você… ontem. O que foi toda aquela exposição?
— Sugestão do Fernando, pra impressionar os investidores — Helena respondeu.
— E o Gustavo deve ter a