Alice Kim
A manhã chegou me dando uma voadora no peito. O sol invadiu meu quarto como se fosse credor cobrando boleto atrasado. Me virei na cama, jogando o braço sobre o rosto, tentando fugir da realidade.
Mas como fugir… se a realidade tem 1,90, tatuagem, sorriso torto e cheiro de destruição emocional?
Meu corpo inteiro ainda lembrava. Da mão dele. Da boca. Do toque. Do quase. Do perigo. Da promessa.
E, pior... de como eu queria mais. MUITO mais.
O som de passos no corredor me fez levantar num