POV Zion Bellini
Saio da casa da Júlia com as mãos no bolso. O mundo lá fora parece normal demais. Gente passando, carros buzinando, crianças rindo. Mas por dentro? Eu tô um cemitério. O ar pesa nos pulmões como concreto molhado. Cada passo é uma luta contra a vontade de voltar, agarrar ela, beijar até faltar ar, gritar que eu esperei cada maldito dia, que eu contei cada madrugada me perguntando se ela ainda sonhava comigo. Mas eu não volto. Eu continuo andando. Um, dois, três passos.
Respiro f