Rogério
Peguei minha taça de vinho e caminhei até ela, tentando parecer natural, mas sentindo o coração bater mais rápido.
— Então… — comecei, mas a frase morreu no ar. Eu realmente estava meio enferrujado pra puxar assunto.
Ela me olhou, arqueando uma sobrancelha como se já soubesse exatamente o que eu tentava fazer.
— Pensando no que dizer, doutor? perguntou, sorrindo de leve.
— Hum… murmurei, dando de ombros e sorrindo de volta. — Talvez. Ou só admirando a bagunça que você consegue fazer