Guilherme
Meu pai me puxou pelos ombros, firme, mas com carinho.
— Vamos, Guilherme. Chega por hoje. Você já fez o que precisava.
Só assenti com a cabeça. A voz parecia presa em algum canto do peito, o mesmo lugar onde ela tinha acabado de cravar mais uma fuga.
Estela.
Entramos no carro. O caminho de volta pra Itajubá foi um silêncio pesado, espesso. A estrada passava lá fora, os faróis desenhando sombras que iam e vinham como pensamentos que eu não conseguia controlar. Me peguei imaginando se