Eu nunca odiei tanto a sensação de ter um coração dentro do peito.
Ele pesa. Dói. Aperta.
E hoje parece estar batendo do lado errado, como se tivesse virado de costas pra mim.
Empurro a porta do pequeno café do campus e o cheiro de café torrado me acerta antes do som das vozes. É aconchegante, quente, e ao mesmo tempo… sufocante. Porque eu sei que elas já estão ali.
Val me vê primeiro. Sempre vê.
Ela arqueia a sobrancelha, como quem diz ‘vem logo’.
Bianca acena de forma exagerada, tentando aliviar o clima.
Lia… só me olha com aquela preocupação doce que ela tenta esconder.
Eu fecho a porta atrás de mim e tudo parece ficar mais silencioso do que realmente está.
— Finalmente — Val diz, cruzando os braços. — Achei que você tinha fugido do país.
— Tô quase — respondo com um sorriso fraco.
As três trocam olhares.
Não é o tipo de sorriso que elas compram.
Eu sento. Meus dedos tremem.
Um garçom passa, mas nenhuma de nós pede nada.
Bianca se inclina pra frente.
— Éris… você mandou mensagem di