Samantha Taylor Lancaster
O relógio na parede marcava 23h27.
O ponteiro dos segundos avançava com uma precisão cruel, produzindo um tique-taque ritmado e constante, zombando da minha ansiedade. A cada clique metálico, sentia a pulsação apertar nos meus ouvidos. Mas eu não me importava. Não com o som. Não com o tempo.
Meus pensamentos estavam muito longe dali.
A sala do meu pequeno apartamento estava mergulhada na penumbra, banhada apenas pela luz fraca do abajur âmbar sobre a mesa lateral. O br