"Eu nunca temi inimigos. O que me apavora é a possibilidade de perdê-la.” — Fernando Torrenegro
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A noite não acabou quando ela adormeceu.
Acabou para ela, mas não para mim. Fiquei sentado na beira da cama, ainda com a mão dela presa à minha. Os dedos pequenos, quentes, descansando sobre os meus como se confiassem que eu jamais soltaria. E ali estava o problema: eu não quis soltar.
Eu, Fernando Torrenegro, que sempre vivi da arte de arrancar, destruir, tomar, não fui capaz de abrir a mão e dei