Ponto de vista: Pamela
O sol entrou pelas frestas da cortina como uma faca.
Eu estava no chão do quarto de hóspedes, encostada na porta, os braços abraçando os joelhos, o rosto inchado de chorar. Não me lembrava de ter dormido. Não me lembrava de ter parado de chorar. Só lembrava do gosto dele na minha boca e das palavras dele ecoando na minha cabeça como uma música triste que toca em looping.
"Eu ainda lembro do seu gosto, Pamela."
Fechei os olhos. Apertei os braços com força. A dor física era