Ponto de vista: Luciano
O escritório de arquitetura estava escuro quando entrei.
A chave que Pamela tinha dado a Marcos — a chave reserva, guardada para emergências — girou na fechadura com um clique seco. A porta rangeu. O cheiro de café velho e papel impresso ainda pairava no ar, como se o dia tivesse terminado há minutos, não há horas.
A luz do corredor iluminava parcialmente a sala. As plantas na estante. Os projetos na mesa. A xícara de café frio ao lado do computador.
E Marina.
Ela estava