O corredor que levava ao escritório do conde parecia interminável. Cada passo ecoava como se o chão fosse engolila. Maria Clara tentava respirar devagar, mas o ar parecia não entrar. Quando parou diante da porta, levou a mão ao peito por um instante, respirando fundo e, ainda assim, sua mão tremia quando bateu.
— Entre. — A voz de Álvaro veio seca, rápida demais… ele a estava aguardando.
Maria Clara abriu a porta com cuidado.
O conde estava de costas, imóvel diante da janela, com as mãos cruzad