Capítulo 16

O dia seguinte amanheceu sob uma chuva fina e persistente, que desenhava linhas trêmulas nos vidros altos do Solar Alencastro.

Maria Clara terminou de arrumar as crianças para o café da manhã. Assim que as deixou prontas, elas saíram correndo pelo corredor, trocando olhares cúmplices, as bochechas carregando a típica expressão de quem planeja travessura.

Quando desceu ao salão, encontrou os dois agachados atrás das cadeiras, cochichando.

— O que vocês estão aprontando? — perguntou, franzindo o cenho.

Os dois saltaram, rígidos como soldados em posição de sentido.

— Nada! — disse Helena, rápido demais para soar convincente.

Antes que Maria Clara pudesse insistir, os passos firmes do conde Álvaro ecoaram pelo salão. A simples presença dele fez a sala baixar a temperatura.

— Bom dia. — disse ele, ajustando o paletó com austeridade.

— Bom dia, papai. — responderam as crianças em uníssono.

Ele então voltou-se para Maria Clara.

— Senhorita Duarte… permita-me. — puxou a cadeira para ela sent
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