Capítulo 18

Ele respirou fundo e finalmente falou:

— Helena… — sua voz saiu mais grave do que pretendia — venha aqui.

Helena se aproximou hesitante e com os olhos amedrontados, Álvaro percebeu.

— Você que levou o sapo para o café da manhã?

Ela assentiu, fungando.

— Sim, mas… mas eu só queria…

— Shhh. — ele a interrompeu, mais suavemente desta vez. — Estou apenas perguntando.

Ela limpou outra lágrima, tímida.

— Sim, papai.

Álvaro se ajoelhou.

O conde. O homem duro, o homem inflexível. Ajoelhando-se diante da filha.

Algo que nem Maria Clara imaginava ver.

Thomas arregalou os olhos, ainda segurando a mão de Maria Clara. Álvaro colocou as duas mãos sobre os ombros de Helena.

— Obrigado por dizer a verdade — murmurou. — Isso requer coragem.

A menina piscou, surpresa.

— Eu… eu não queria que a tia Clara… a senhorita Duarte fosse embora.

Álvaro fechou os olhos por um instante como se aquela frase tivesse atravessado suas defesas.

Ele se levantou devagar e tentou recuperar o papel de autoridade, embora a
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