Ele respirou fundo e finalmente falou:
— Helena… — sua voz saiu mais grave do que pretendia — venha aqui.
Helena se aproximou hesitante e com os olhos amedrontados, Álvaro percebeu.
— Você que levou o sapo para o café da manhã?
Ela assentiu, fungando.
— Sim, mas… mas eu só queria…
— Shhh. — ele a interrompeu, mais suavemente desta vez. — Estou apenas perguntando.
Ela limpou outra lágrima, tímida.
— Sim, papai.
Álvaro se ajoelhou.
O conde. O homem duro, o homem inflexível. Ajoelhando-se diante da filha.
Algo que nem Maria Clara imaginava ver.
Thomas arregalou os olhos, ainda segurando a mão de Maria Clara. Álvaro colocou as duas mãos sobre os ombros de Helena.
— Obrigado por dizer a verdade — murmurou. — Isso requer coragem.
A menina piscou, surpresa.
— Eu… eu não queria que a tia Clara… a senhorita Duarte fosse embora.
Álvaro fechou os olhos por um instante como se aquela frase tivesse atravessado suas defesas.
Ele se levantou devagar e tentou recuperar o papel de autoridade, embora a