ROSÁLIA DUARTE
Dirigi de volta para o apartamento com o rádio desligado. O silêncio era restaurador.
Quando cheguei à cobertura, encontrei Celso na sala de TV. Ele não estava trabalhando. Estava sentado no tapete felpudo, com as costas apoiadas no sofá, olhando para a vista da janela. Ele tinha um copo de uísque na mão, mas parecia intocado.
Celso se virou quando ouviu meus passos.
— Oi — ele disse. A voz dele estava rouca e baixa.
— Oi. — Deixei minha bolsa e as chaves na entrada. Tirei os