ROSÁLIA DUARTE
Quando cheguei no escritório, o cheiro de café passado estava no ar, mas não havia copo do Starbucks na minha mesa. E a porta da sala ao lado, a sala que tinha sido ocupada por um furacão de eficiência e mentiras, estava fechada e escura.
Lauro me chamou assim que coloquei a bolsa na cadeira.
— Rosália — ele disse, parado na porta da minha sala com uma expressão perplexa. — Você soube?
— Soube do quê?
— O Célio. — Lauro suspirou, balançando a cabeça. — Ele mandou um e-mail d