ROSÁLIA DUARTE
Célio estava encostado no capô do carro, braços cruzados, olhando para o chão. Ele usava jeans e um moletom escuro com o capuz levantado, protegendo-se da garoa fina que começava a cair.
Parei o carro. Respirei fundo e saí.
Célio levantou a cabeça quando ouviu a porta bater. Ele desencostou do capô, mas não se aproximou.
— Você demorou.
— Eu disse que não voltaria cedo. — Caminhei até a porta da minha casa, destrancando-a. — Entra. Te dou cinco minutos. Nem um segundo a mais