ROSÁLIA DUARTE
— Com licença casal. Essa cadeira está ocupada?
A voz familiar exterminou o clima romântico rapidamente.
Celso e eu levantamos a cabeça ao mesmo tempo.
Célio estava parado ao lado da nossa mesa. Ele segurava uma sacola de papel pardo e tinha um sorriso de "que coincidência!" estampado no rosto.
— Célio? — Celso perguntou, a voz caindo para uma temperatura abaixo de zero. — O que você está fazendo aqui?
— Almoçando, ué. — Célio apontou para a sacola. — Ou tentando. Fui