CELSO MIRANTES
A chuva batia contra o vidro do meu escritório na cobertura, distorcendo as luzes da cidade. Eram quase dez da noite. A maioria das pessoas normais estaria em casa, jantando, assistindo TV ou dormindo com suas esposas.
Eu estava bebendo uísque e esperando a prova de que meu irmão era o sociopata que eu sabia que ele era.
O interfone tocou.
— Sr. Mirantes? O Sr. Braga está aqui.
— Mande entrar.
A porta se abriu e Braga, meu investigador particular, entrou. Ele não parecia fe